Devo me expor ao sol para produzir vitamina D ?

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E aí?
Devo me expor ao sol para produzir vitamina D e com isso aumentar o risco de um câncer de pele?

Esse tema é bastante discutido entre especialistas e envolve, entre outros fatores, a orientação acerca da necessidade de exposição ao Sol VERSUS a Proteção Solar, medida frequentemente orientada por nós dermatologistas, para a prevenção do câncer da pele e outras doenças provocadas pela exposição solar.
Reconhecemos os benefícios da vitamina D para a saúde dos ossos  (seu único beneficio reconhecido e comprovado, pois os outros benefícios ainda não tiveram comprovação científica), através da participação no metabolismo do cálcio, porém devemos levar em conta e por na balança os riscos associados, especialmente aqueles relacionados ao câncer de pele.

A mesma radiação ultravioleta que produz a Vitamina D na pele, é a que também gera o envelhecimento e o câncer da pele. Essa colisão, por assim dizer, de uma coisa boa com uma coisa ruim é um grande problema, porque a Vitamina D é necessária à saúde óssea. Acontece o seguinte: nós, dermatologistas, sabemos quem pode ter o câncer na pele e sabemos o que causa o câncer da pele. Ou seja, se essa pessoa tomar sol, principalmente sem proteção e em horários de maior risco- de 10 as 15 hs – no futuro, fatalmente, vai ter problemas relacionados a exposição solar e possivelmente um câncer da pele.

Segundo estudo publicado, avaliando o nível de radiação na cidade de São Paulo durante um período de 3 anos, a exposição não intencional ao ambiente externo pelo tempo de 10 minutos diários,  somente das mãos e face,  seria suficiente para a produção adequada de vitamina D; os dados apresentados pelo estudo já consideram os dias nublados e chuvosos; isso demonstra que em um país com altos níveis de insolação como o Brasil, devemos ter maior preocupação com os riscos relacionados a exposição solar do que a sua não-exposição.
Sabemos que o uso adequado de protetor solar reduz de forma significativa  a quantidade de radiação UVB que atinge a pele, podendo, desta maneira interferir TEORICAMENTE na produção de vitamina D; entretanto, na prática, sabemos que o uso regular dos filtros solares não levam a deficiência de vitamina D, pelo fato dos usuários não aplicarem o protetor solar na quantidade adequada e com a frequência e regularidade recomendadas, deixando assim, uma quantidade suficiente de radiação UVB atingir a pele, provocando a produção de vitamina D.

CONCLUINDO :

Acontece que se você seguir a recomendação de se expor ao sol com frequência e durante muito tempo, o potencial dano à pele é maior do que o potencial benefício de obter vitamina D pelo sol, mesmo entre pessoas que têm insuficiência em vitamina D.
O risco mais reconhecido da exposição ao sol a longo prazo é o câncer de pele. O benefício potencial é obter vitamina D, mas podemos obter a vitamina em pílulas ou pela dieta, embora a dieta seja mais difícil pois você teria que comer muito peixe todos os dias.

Por isso, minha recomendação é que as pessoas com um maior risco de deficiência simplesmente tomem suplementos de vitamina D, pois eles são muito simples, acessíveis e controláveis, ou seja, você sabe exatamente a quantidade da vitamina que está ingerindo.

SE VOCÊ NÃO SE EXPÕE AO SOL DE JEITO NENHUM E FAZ PROTEÇÃO SOLAR DIÁRIA CORRETAMENTE, PEÇA O SEU DERMATOLOGISTA QUE MONITORE A SUA VITAMINA D. É  simples!

Faltou? É  só repor!

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